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É possível amar como Jesus amou?

Tempo de leitura: 6 min

Escrito por Tyago Rodrigues

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O amor mais puro e mais perfeito é o amor de Jesus! Isto é muito fácil de entender, afinal, o Filho de Deus se entregou e sofreu para nos salvar. Agora a pergunta que fica é: seria possível amar como Jesus amou

Nós, na nossa imperfeição e incapacidade, conseguimos alcançar tamanha capacidade de amar ao ponto de nos compararmos ao nosso Mestre?

Talvez você já tenha a resposta na ponta da língua! E é exatamente sobre essa resposta que trataremos neste texto!

Sim, de fato, o padrão de Cristo é elevado demais para nós. Porém, é justamente sob este caminho que devemos andar. Acompanhe comigo nesta leitura!

É possível amar como Jesus amou?

Para amar como Jesus amou: é necessário, antes, amar a Deus

Este é o primeiro mandamento que nos foi dado: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lucas 10:27)

Na verdade, muitos se confundem quando leem esse texto e interpretam mal a expressão “de todo o teu coração”. Alguns exageram ao sugerir que esse “todo coração” é algo puramente emocional.

Sim, na Bíblia, o coração relaciona-se diretamente com as emoções. Mas também envolve nossas atitudes, nosso intelecto e sobretudo, nossa vontade. Ou seja, amar a Deus não se trata apenas de um sentimento, mas de um envolvimento de todo nosso ser. 

Portanto, ao sermos alcançados pela graça de Deus, não vemos outra alternativa a não ser nos rendermos a Ele.

Desta forma, temos conosco o primeiro elemento que representa o grau máximo de amor que um ser humano pode desenvolver: a devoção ao seu Criador.

O que realmente seria amar a Deus acima de todas as coisas?

Amado, quando falamos em amar a “Deus com toda sua alma”, estamos indo muito além do aspecto religioso. Amar a Deus sobre todas as coisas ou, amar como Jesus amou, não se resume numa expressão religiosa.

Afinal, todos nós sabemos que o amor contém um aspecto prático que impulsiona aquele que ama a tomar alguma ação.

Por isso, amar a Deus sobre todas as coisas nos leva à santidade, à busca por uma vida mais próxima do Senhor!

O significado disso, na prática, envolve um temor profundo por Deus, a ponto de querer servi-lo com paixão e entrega. 

Como consequência, aquele que ama o Senhor guarda a sua Palavra. Em João 15, Jesus disse exatamente isso: “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama”.

Enfim, amar ao Senhor envolve guardar a sua Palavra e praticá-la. Não é possível guardar os mandamentos do Senhor sem vivê-los, sem aplicá-los na nossa vida diária. 

Mesmo sabendo que somos falhos e que esta tarefa de amar ao Senhor significa praticar o amor que nos foi dado por Ele, isso pode sim ser alcançado.

Qualquer prática cristã que parta do nosso coração precisa ter o amparo do próprio Deus. Por isso mesmo é que existe a graça de Deus que nos capacita a amá-lo e guardar a sua palavra.

Assim, amar como Jesus amou envolve um exercício diário de “querer ser igual a Ele”. Precisamos exercitar a nossa fé a esse ponto. Com a oração e a prática devocional poderemos sim, amar nosso Senhor.

Amar como Ele nos amou envolve amar o próximo

Eu não tenho dúvidas que pra muita gente este é o aspecto mais difícil que se relaciona diretamente com o “amar como Jesus amou”. 

Amar nosso próximo como a nós mesmo (Lc 10:27), é uma tarefa que literalmente envolve muito de nós.

Digamos que amar a Deus tem a aparência de ser mais fácil, afinal, Ele é o nosso Senhor. É claro que a prática devocional e a luta diária contra o pecado não é nada simples… 

Mas reconhecer que devemos amar nosso próximo que, por sua vez, é um pecador assim como nós, traz um desafio bastante profundo.

A mensagem do evangelho envolve a entrega um em pró do outro. Em João 13:35, Jesus aprofunda ainda mais este aspecto, nos exortando: “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. 

A própria Escritura reforça que “aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4:8). E o amor aqui precisa ser entendido nesta perspectiva dupla: tanto em relação a Deus quanto ao próximo.

Aliás, o amor ao próximo é uma resposta ao fato de termos sido amados por Deus. Conforme citei anteriormente, amar a Deus com toda nossa alma envolve uma atitude pratica. Em outras palavras, amar a Deus não é apenas um ato religioso.

Como então podemos praticar a nossa devoção e “devolver” a Deus tanto amor dedicado a nós? Acho que você já sabe a resposta: amando o nosso próximo.

Amar como Ele nos amou

Amar como Ele nos amou: aprofundando a questão

Diante disso, amar ao próximo pode ser uma tarefa aparentemente mais simples do que o colocado aqui. Se pensarmos de maneira superficial, os nossos próximos são: 

  • Nossos familiares
  • Vizinhos
  • Amigos da igreja

Sim, mas nem sempre! Na parábola do Bom Samaritano, Jesus explicou muito bem quem era “o próximo”. Longe de ser apenas aquele que está dentro do nosso ciclo de convivência, o nosso “próximo” é toda pessoa que pode vir a “cruzar” nosso caminho.

Na verdade, nosso próximo pode ser até aqueles que nos perseguem ou que não têm qualquer afeição por nós. Sobre esses mesmos Jesus exortou, dizendo: “Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:44).  

Sentiu o drama?

Amar como Jesus amou envolve a prática da bondade até com aqueles que são nossos inimigos. Além disso, o Mestre nos chama a orar por eles, praticando a intercessão

Como seria possível praticar tamanho ato de abnegação? Antes de tudo, temos que nos lembrar que:

Amar como Jesus amou não é um ato puramente humano.

Sempre, tudo que fazemos, tudo que buscamos, por mais difícil que seja, é por meio da graça de Deus. 

Ou seja, se quisermos amar como Jesus amou, temos que obrigatoriamente depender de Deus para tudo isso:

  • Amar nossos inimigos. 
  • Orar por aqueles que nos perseguem. 
  • Ajudar aqueles que estão aflitos (como o bom samaritano).

Como amar como Jesus amou na Pratica?

Vamos então para a parte prática. Vou te passar referências que podem contribuir para nosso exercício de amar como Jesus amou.

Olhar para as necessidades do outro

Antes de pensar nas minhas próprias dificuldades, preciso refletir sobre aqueles que estão à minha volta: o que eles precisam?

Este exercício é importante para nos colocarmos no lugar do outro. Se vemos o sofrimento alheio, temos uma ótima oportunidade para praticar a misericórdia.

Praticar o perdão

Primeiro, temos que pedir perdão a Deus pela dureza do nosso coração. É exatamente isso que nos impede de amar nosso próximo.

Depois disso, cabe-nos pedir ao Senhor que nos dê amor para perdoar. Praticar o perdão é um exercício que certamente nos aperfeiçoará para amar como Jesus amou.

Chorar com os que choram

Outro exercício que na maioria das vezes é difícil. Como disse o apóstolo Paulo, “Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram” (Romanos 12:15).

Sim, não é fácil. Principalmente, quando temos que nos alegrar com o outro quando estamos de luto.

Porém, esse exercício também poderá aperfeiçoar nossa empatia com o próximo e nos levar a um patamar superior de obediência a Deus e da prática do amor que ele requer de nós.  

Que Deus nos conduza e nos ensine a amar como Jesus amou!

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