quem me vê a mim vê o Pai

Tendo em conta que o evangelho não é informação e sim Encarnação, qual é o real sentido do “quem vê a mim vê o Pai” dito por Jesus numa conversa com Filipe?

Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras“. João 14:7-10

Jesus, o Deus encarnado

Existe uma pergunta que muita gente faz, principalmente aqueles que não compreenderam ainda a pessoa de Jesus. A pergunta é a seguinte: como pode Jesus ser Deus e homem ao mesmo tempo?

Para uma resposta simples e direta, bastaria dizer: ele pode ser Deus e homem, assim como podemos ser carne e espírito ao mesmo tempo.

Enquanto carne, carregamos a natureza humana, enquanto espírito, carregamos a natureza de Deus.

Somos seres espirituais encarnados num corpo físico. A diferença é que Jesus é Deus e nós somos criaturas.

Na verdade, a resposta não é e nem precisa ser complicada, basta abrirmos os olhos e vê. Porque quem vê a mim vê o Pai, diz Jesus.

Deus estava em Jesus por inteiro, de modo que Jesus era o próprio Deus encarnado.

O apóstolo João faz questão de relacionar pelo menos sete milagres que apontam diretamente para a divindade de Cristo.

Ao apresentar a transformação da água em vinho, o andar sobre as águas e a multiplicação dos pães, João está apontando para a divindade de Jesus.

Quem além de Deus, pode manipular a natureza e suspender as leis que ele mesmo criou?

Relatou também que Jesus curou um homem à distância, levantou um paralítico que há trinta e oito anos esperava por cura e abriu os olhos de um cego de nascença.

Com isso João demonstra que Jesus tem poder também sobre as calamidades humana.

E por fim, João mostra que Jesus tem poder sobre a morte, pois ressuscitou a Lázaro e a si próprio. Ninguém jamais ressuscitou a si mesmo, nem mesmo Moisés.

Quem me vê a mim vê o Pai

Voltando ao texto bíblico que lemos acima, quando Jesus diz, quem vê a mim vê o Pai, ele estava afirmando que era Deus.

Percebemos com isso, que a maioria dos que estavam com Jesus, ainda não havia reconhecido sua divindade.

Provavelmente, na cabeça de muitos, Deus necessariamente precisaria se apresentar em luz resplandecente.

Precisaria de uma manifestação mais apoteótica, alarmante, endeusada com raios e trovões como um deus dos produtores de Hollywood.

A maioria esperava este tipo de manifestação, por isso não enxergavam o Deus Cristo, que era Jesus.

Deus de fato se manifestou através de Jesus; pela prática do amor, da justiça e da paz. Jesus é o Emanuel, o Deus conosco. Por isso, quem vê ele está vendo Deus, o criador de todas as coisas. Em Jesus conhecemos Deus.

Assim podemos dizer,pelas características do próprio Jesus, que Deus é manso, humilde, amoroso, justo, pacífico, amigo, paciente e bondoso.

Isto é o que ele nos tem ensinado até hoje, alias, este é o significado de aceitar Jesus, tornar o que ele é, a ponto de podermos dizer: quem me vê a mim vê a Jesus . Assim como o apóstolo Paulo se atreveu dizer para imita-lo, como a Cristo (entendam por favor).

Por que Jesus disse “quem vê a mim vê o Pai”?

Na véspera de sua traição, prisão e morte, Jesus trouxe uma palavra de conforto aos seus discípulos. Ele ensinou que seus discípulos não deveriam ficar pesarosos, pois na casa do Pai há muitas moradas (João 14:1,2).

Diante da iminência de sua partida, Jesus também disse ser o caminho que conduz ao Pai, e afirmou que quem o conhece, conhece também o Pai. 

Então o apóstolo Filipe, talvez falando em nome dos demais apóstolos, pediu que Jesus lhes mostra-se o Pai (João 14:4-8).

Este pedido expressa a má compreensão comum aos discípulos em certas ocasiões do ministério do Senhor Jesus.

Assim como o apóstolo Tomé havia afirmado desconhecer o caminho (João 14:5), Filipe também afirmou ainda não ter visto o Pai.

Ao pedir para ver o Pai, Filipe não estava negando a espiritualidade e invisibilidade de Deus, mas na verdade ele estava querendo presenciar uma Teofania, isto é, uma manifestação de Deus e de sua glória, assim como havia acontecido em algumas ocasiões no Antigo Testamento (cf. Êxodo 24:9-11; 33:18).

A grande questão é que até aquele ponto os discípulos não tinham entendido que o privilégio que lhes fora dado de andar ao lado de Jesus era muito maior do que o privilégio desfrutado por qualquer homem da Antiga Dispensação, independentemente de quão extraordinária tenha sido sua experiência.

Eles estavam frente a frente com o Verbo que se fez carne, com o Emanuel, com o Cordeiro de Deus que tira o pecado, com Aquele em quem se cumprem as Escrituras, mas ainda não tinham entendido plenamente o que isto significava. 

É justamente neste contexto em que Jesus declara: “Quem vê a mim vê o Pai”.

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