O poder de Deus se Aperfeiçoa na Fraqueza: Estudo IMPACTANTE

Tempo de leitura: 7 min

Escrito por Tyago Rodrigues
em 15/04/2021

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O Evangelho literalmente é o poder de Deus, e, segundo o texto de 2 Coríntios 12: 9 este se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Certamente esse estudo irá abalar tremendamente sua vida cristã! Se você gostar, por favor deixe um comentário ao final…

O poder de Deus se Aperfeiçoa na Fraqueza

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza“. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. (2 Coríntios 12: 9)

O poder de Deus que Paulo muito cita em suas cartas não é meramente o segredo da prosperidade, um milagre garantido ou uma filosofia de vida, mas é uma pessoa viva: Jesus Cristo, o Filho de Deus, entregando-Se por mim e por você, para nos libertar do império das trevas e nos transportar para Seu reino de amor (Colossenses 1:13). 

Esta dinamite de Deus detona os corações de pedra para torná-los corações de carne, sensíveis e quebrantados à graça do Senhor. Isso é tremendo!

A respeito de fraqueza espiritual, existem três perguntas importantíssimas que quero lhe responder aqui, são elas:

  • Quais são as fraquezas que o Apostolo Paulo tem em mente aqui quando diz que “o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza”?
  • Qual é a fonte de tais fraquezas? Eles vêm de Satanás ou de Deus? 
  • Existe algum propósito divino em tais fraquezas na vida do crente? 

Qual era a fraqueza, o espinho na carne de Paulo?

Quais são essas tais fraquezas que Paulo tem em mente aqui quando cita Deus dizendo no versículo 9: “Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”? 

Bem, acho que a maneira mais segura de responder à esta questão é deixar as outras quatro palavras do versículo 10 preencherem o que Paulo tinha em mente ao escrever tudo isto. 

Repare que o que Paulo resume como fraquezas no versículo 9 de 2 Coríntios 12, ele explica em quatro outras palavras no versículo 10: insultos, necessidades, perseguições e angustias.

Insultos – quando as pessoas alheias pensam em palavras, atitudes ou gestos que visam atingir diretamente sua fé, dignidade ou honra de Cristo (à quem você prega). 

Necessidades – Necessidade é aquilo que é estritamente necessário, ou seja, que é indispensável, que é útil, que não se pode deixar de ter ou ser.

Perseguições – feridas, abusos ou atos de preconceito contra pessoas por conta de sua fé e/ou seus princípios morais cristãos.

Angustias – a ideia aqui é de pressão, esmagamento ou opressão ao crente.

Então o que Paulo tem em mente ao mencionar a expressão: ‘espinho na carne; fraquezas’ não é um pecado, uma enfermidade ou algo meramente carnal. 

Ele NÃO está falando sobre algum tipo de comportamento – como muitos estudiosos insistem que Paulo tinha como ponto fraco à masturbação; outros ainda afirmam que o espinho na carne de Paulo foi uma doença…

Paulo também não está falando sobre escolhas erradas que fazemos, ele não está dizendo que o poder de Cristo é aperfeiçoado em nossas escolhas erradas.

Sentiu o drama?

As fraquezas citadas pelo Apostolo são circunstâncias, situações, experiências e feridas que nos fazem parecer fracos; coisas das quais provavelmente nos livraríamos se tivéssemos a tal da “força humana”.

Por exemplo: Se fôssemos “fortes”, poderíamos retribuir o insulto com uma rebatida tão eficaz que o oponente murcharia e todos admirariam nossa “inteligência”.

Se fôssemos “fortes”, poderíamos usar nossos recursos humanos para sair da calamidade o mais rápido possível, ou assumir o controle de qualquer situação.

Mas, na realidade, geralmente não temos esse tipo de “força” e, mesmo quando a temos, os cristãos não a usam como o mundo o faz. 

O próprio Jesus nos disse para não retribuir o mal com o mal (Mateus 5: 38-42). E Paulo registou em 1 Coríntios 4: 12–13 o seguinte: 

“Quando injuriados, abençoamos; e quando perseguidos, nós suportamos; quando caluniados, tentamos conciliar.” E então ele acrescentou: “Nós nos tornamos como o lixo do mundo, o lixo de todas as coisas.” 

Em outras palavras, esse estilo de vida, esse tipo de resposta ao abuso, parece fraco, miserável, débil, anêmico e inepto aos olhos humanos.

fraqueza espiritual vem de Satanás ou de Deus

Essa fraquezas vem de Satanás ou de Deus?

Vamos pegar o espinho na carne de Paulo e ver qual é a sua resposta. Nos versículos de 1 à 4, Paulo descreve as incríveis revelações da glória de Deus que recebeu – ele foi arrebatado ao paraíso e ouviu coisas que não podem ser contadas na terra.

Pense comigo quão fácil teria sido para Paulo pensar que ele já estava se elevando acima das dificuldades e problemas comuns da vida terrena por ter recebido tal privilégio divino. 

Mas o versículo 7 mostra o que realmente aconteceu: “Para me impedir de me exaltar pela abundância de revelações, um espinho foi dado a mim na carne, um mensageiro de Satanás, para me assediar.”

Quando Paulo ora para que Deus tire esse espinho na carne no versículo 8 (“três vezes roguei ao Senhor”), o Senhor responde no versículo 9: “Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. 

O que Paulo quis dizer com ‘Mensageiro de Satanás’?

E de onde veio isso? Paulo o chama de “mensageiro de Satanás”, dado para atormentá-lo. Uma resposta clara é que as fraquezas vêm de Satanás. 

Satanás aflige os filhos de Deus por meio de seus anjos ou mensageiros. Seu objetivo é destruição, morte e miséria.

Mas não é tão simples assim, certo? Satanás não é o único trabalhando aqui, Deus também está trabalhando.

Este espinho na carne que é obra de Satanás para destruir à Paulo, ao mesmo tempo, converte-se numa obra de Deus para salva-lo.

Não Se Envergonhe: O poder de Deus se Aperfeiçoa na Fraqueza

Paulo dizia que não se envergonhava desse fato, ao contrario, ele buscava se alegrar em suas fraquezas. Sabemos disso por duas razões. Primeiro, porque Paulo descreve o propósito do espinho em termos de prevenção do orgulho

Note que todo o desígnio de Satanás é produzir orgulho, não impedi-lo. 

Aliás, é assim que o diabo mata: ou de orgulho pelo que fizemos, ou de desespero pelo que não fizemos. Porem, Deus usa as intenções hostis de Satanás para trabalhar a santidade de seus filhos. 

Satanás queria tornar Paulo miserável e desviá-lo da fé, do ministério e do valor das visões que ele tinha tido, mas Deus usa isto para tornar seu Apostolo humilde e apresenta-lo o perigo da exaltação própria. 

Assim, Deus designou o espinho na carne de Paulo para a obra de salvação.

Outro fato interessante é que quando Paulo ora no versículo 8 para que Deus tire o espinho, o Senhor diz: “Não, porque meu poder se aperfeiçoa nesta fraqueza”. 

Exatamente como foi com Jó – Deus permite que Satanás aflija seu servo justo, mas posteriormente desvia esta aflição para seus bons propósitos. (Lucas 22: 31–32)

Existe algum propósito na fraqueza espiritual

Existe algum propósito divino em tais fraquezas na vida do crente? 

Qual é o propósito de Deus em tais fraquezas? Existe uma meta ou objetivo para explicar por que as fraquezas vêm? Por que sofremos insultos, dificuldades, perseguições, calamidades e problemas? 

Paulo dá três respostas breves sobre sua própria experiência e eu acho que elas são tremendamente importantes para analisarmos.

O propósito de Satanás era esbofeteá-lo

Satanás literalmente tinha como propósito: esbofetea-lo com aquele espinho na carne.

Semelhantemente, nos dias de hoje o diabo esfrega as fraquezas em sua cara com o propósito de esbofeteá-lo e se possível lhe matar tanto espirita quanto fisicamente.

Tenha em mente que Deus não se agrada nem um pouco do seu sofrimento, da sua dor e fraquezas. Satanás o faz, e ele deve ser resistido.

O propósito de Deus para humilhá-lo

O propósito de Deus sobre e por meio do assédio de Satanás foi trabalhar a humildade do crente. 

Paulo estava em perigo de orgulho e exaltação própria, por isso Deus tomou medidas para mantê-lo humilde. 

Deus em sua sabedoria divina acha que a humildade é mais importante do que o conforto, manter-se em humildade é mais importante do que se livrar da dor. 

O Senhor nos dará uma experiência no topo de uma montanha no paraíso e, em seguida, nos levará à angústia da alma, para que não pensemos que superamos a necessidade de confiança total em Sua graça. 

Assim como aconteceu no batismo de Jesus, após o Pai falar audivelmente com e sobre Cristo, Ele o designou para o deserto.

E ali Jesus sofreu, passou por muitas necessidades e angustias.

O propósito de Deus foi glorificar Jesus

O maior propósito de Deus em nossas fraquezas é glorificar a graça e o poder de seu Filho. 

Este é o ponto principal dos versículos 9–10, Deus diz: “Minha graça te basta, pois meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”

O plano perfeito de Deus é fazer de você uma vitrine do poder de Jesus!

Mas não necessariamente da maneira que o mercado exige. Não eliminando todas as nossas fraquezas; e sim nos dando força para suportar e até mesmo se alegrar em meio a tribulação. Deixe Deus ser Deus aqui!

O propósito final de Deus em nossa fraqueza é glorificar o tipo de poder que levou Cristo à cruz e o manteve lá até que a obra de amor fosse concluída. 

A necessidade mais profunda que você e eu temos na fraqueza e adversidade não é alívio rápido, mas a confiança bem fundamentada de que o que está acontecendo conosco é parte do maior propósito de Deus no universo – a glorificação da graça e do poder de Jesus.

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2 Comentários

  • Eunice Maria Oliveira Dos Santos disse:

    Amém, profundo e esclarecedor.

    1. Exato, esse sempre foi o objetivo.