Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. (Jonas 1:2)

Jonas não conseguiu Evitar o Chamado para Profeta

Existe chamado inevitável? Afinal, Jonas não tinha livre arbítrio para decidir não pregar em Nínive? Por que Deus o “obrigou” a pregar lá de qualquer jeito?

Jonas significa ‘pomba’. Ele é um dos profetas menores mais famosos, por sua incrível experiência com Deus. Este profeta profetizou entre 855 e 784 a.C aproximadamente.

Seu livro não traz profecias, mas relata um testemunho. Talvez a maior experiência que ele tivera com Deus. E esta experiência aponta para a morte e ressurreição de Cristo, conforme ele mesmo relata (Mt 12:38-42).

Fica subtendido que Jonas é um profeta experiente e obediente ao Senhor (2Re 14:25). Caso não fosse, não teria ganhado essa missão.

Jonas até tentou fugir de seu Chamado

Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor” (Jonas 1:3)

Ele era patriota. Em seus dias, o maior inimigo em potencial do povo de Deus era a Assíria, cuja capital é Nínive.

Jonas queria atrasar a mensagem, até que fosse tarde demais e assim veria os inimigos do povo de Deus sendo destruídos. (Jonas 4:2).

O profeta realmente pensava que, se não pregasse, Deus manifestaria a sua ira e destruiria a capital assíria, livrando Israel da opressão dos seus inimigos (Jonas 4:2).

Como se diz: Ao invés de se deixar ser usado por Deus, ele tentou usar Deus.

Todos nós já agimos como Jonas, não querendo que nosso maior inimigo se converta (ainda mais que sejamos ferramenta usada por Deus nesta conversão), não querendo que nosso inimigo receba da misericórdia e graça de Deus em lugar de juízo.

Se você já pensou que Deus deveria julgar alguém, ou mesmo, condenar logo alguém, então você já pensou como Jonas.

A seguir veja as consequências que impediram esta tal fuga do profeta Jonas:

I: A Tempestade

Em alto mar, o navio onde Jonas tentava/achava que poderia fugir de Deus foi atingido por uma violenta tempestade. Os marinheiros tentaram de tudo para manter o navio a tona: jogaram a carga e clamaram aos seus deuses por livramento.

Enquanto isso, Jonas, para esquecer a angústia em que estava mergulhado, dormia profundamente no porão. Os marinheiros sentiram que essa tempestade era muito estranha, e recorreram às suas superstições para descobrir quem teria causado essa tempestade.

O Senhor se valeu do método para determinar o culpado, de modo que “a sorte caiu sobre Jonas” (Jonas 1:7).

O profeta admitiu sua culpa perante os marinheiros e pediu que fosse lançado ao mar; só então, a tempestade se acalmaria. Quando Jonas foi lançado ao mar, a fúria da tempestade se acalmou (Jonas 1:15), e Deus se fez conhecer àqueles marinheiros.

II: O grande peixe

Foi então que “deparou o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe” (Jonas 1:17).

Jonas: O Profeta Fujão

O que é importante saber é que Jonas não foi apenas engolido, como permaneceu vivo “por três dias e três noites” no ventre do peixe.

Embora seja totalmente incrível, esse fato foi real, a ponto de ser citado pelo próprio Jesus. Jonas deve ter pensado por várias vezes que morreria afogado ou digerido. Aquele momento era de agonia profunda, e ele pode ter achado que seria o seu fim.

Ao rejeitar o chamado de Deus, ele rejeitou o próprio Deus como seu Mestre, doador de todas as bênçãos da vida do profeta.

Muitas vezes, nos enganamos pensando que podemos fugir de Deus e fazer a nossa própria vontade, atender os nossos próprios vícios e pecados.

Por diversas vezes, Deus permite que passemos por uma agonia profunda por rejeitarmos as bênçãos da sua graça. Deus não pode abençoar aquele que o rejeita. Somos totalmente dependentes de Deus, e cada milissegundo da nossa vida é um dom do seu poder e amor.

Não adianta abandonar a Deus e pensar que nada vai mudar. Por isso, as dificuldades são úteis para nos fazer ver quem somos e o que estamos fazendo com a nossa vida..

Seja um Profeta responsável com seu Chamado

A questão do chamado é simples. Jonas já tinha atendido o chamado para ser profeta (2Re 14:25). E se considerarmos que seu pai, também foi profeta, então é algo que Jonas queria ser desde pequeno. Ou seja, é mais um dia comum no ministério do filho de Amitai, onde a voz de Deus vem até ele e lhe dá uma ordem.

O problema é que Jonas decidiu não obedecer dessa vez. Em outras palavras, não tem nada a ver com livre arbítrio, nem com chamado, mas sim com responsabilidade. Ora, se você aceitou o cargo de profeta, não pode rejeitar as funções que vem com ele.

Se você aceitou o emprego, não pode rejeitar as ordens do patrão. Isso não tem a ver com seu livre arbítrio, mas tem a ver com sua dívida! Pois quem aceita o emprego, ou o cargo, ou a função, ou o ministério profético esta devendo obediência a Deus.

Existia uma crença naquele tempo, de que cada deus é dono de uma terra, porque cada terra tem um deus principal. No caso da terra de Israel, o Deus da terra é Jeová, o todo poderoso!

E é provável que Jonas pensou que indo para outra terra, estaria livre das responsabilidades com o Deus de Israel. Porém, ao perceber que seria inútil fugir, reconheceu que o seu Deus domina muito além das fronteiras de Jacó.

E ele lhes disse: Eu sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca. (Jonas 1:9)

Por que Jonas não conseguiu evitar/fugir deste Chamado?

Ele não conseguiu evitar, porque já tinha aceitado ser um profeta, porque Deus não esta limitado a território. Deus manda na terra e no mar;

A bondade, a misericórdia e a graça de Deus também alcançam os ímpios, ainda que um profeta não queira…

Jonas não conseguiu evitar, porque Deus manda na terra (Jn 1:2), manda no mar (Jn 1:4), manda nos animais (Jn 1:17), manda nas plantas (Jn 4:6), manda nos vermes (Jn 4:7), e como não mandará também no homem?

Ele não é um exemplo de obediência ao Senhor. Mas ainda assim é um profeta. Não é um exemplo de compaixão pelas almas perdidas, mas ainda assim é um profeta.

Não é um exemplo de amor aos inimigos, mas ainda assim é um profeta.

E Por quê? Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. (1 Coríntios 1:28,29)

Então digo a você “Jonas”, se prepare, pois o Senhor Ainda Usa Profetas.

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